Como promover a segurança de dados em instituições financeiras? Entenda

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Promover a segurança de dados em instituições financeiras já deixou de ser uma opção. Atualmente, o ambiente digital está cercado de ameaças altamente complexas e perigosas, como a família Ransomware, as quais têm como alvo as informações sigilosas.

Além da própria conscientização das empresas nesse sentido, a adoção de políticas e práticas voltadas à Segurança da Informação é um requisito previsto na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e, especialmente ao mercado financeiro, na Resolução do Banco Central nº 4.658 (Bacen 4658).

Contudo, ainda que esteja ciente de tudo isso, você sabe como utilizar a tecnologia para estabelecer a segurança de dados em instituições financeiras? Neste conteúdo, elencamos cinco práticas essenciais. Vamos a elas!

Execute o backup dos dados em tempo real

Os regulamentos foram criados para assegurar à sociedade que todas as suas informações pessoais fiquem mantidas em sigilo absoluto. Portanto, não se trata apenas de blindar os dados contra os cibercriminosos, mas, também, de garantir que eles permaneçam íntegros e não sejam vendidos ou repassados a outras empresas.

Fazer cópias de segurança é um dos pilares da Segurança da Informação. É bem provável que a sua instituição financeira já o faça, inclusive. Porém, há diferentes maneiras e tecnologias no mercado para chegar ao grau de eficiência necessário.

É comum, por exemplo, nos depararmos com recomendações de backups com frequência diária. Sendo assim, imaginemos que você programe o processo a cada fim de expediente, de modo que todos os dados gerados durante o dia sejam replicados e armazenados remotamente.

Contudo, o que fazer se algum imprevisto ocorrer antes da conclusão? Agravando a situação: e se um ataque de Ransomware surge repentinamente? Pois bem, os dados recém-gerados seriam criptografados com risco de ficarem corrompidos — sem chances de recuperação.

Por isso, é importante que a solução de backup tenha a capacidade de fazer as cópias em tempo real e com armazenamento em nuvem — o fator cloud computing ajuda a proteger o acesso.

Realize testes de recuperação (restore) anualmente

Os backups foram realizados com sucesso? Ótimo! Mas como saber se eles vão corresponder na prática, ou seja, quando os dados tiverem de ser restaurados? É aqui que entram em cena os testes de recuperação (ou testes de restore, como também é conhecido).

Essa aplicação nos ajuda a compreender o que precisa ser melhorado. Por exemplo:

  • há falhas a serem eliminadas?
  • processo pode ser agilizado?
  • É possível deixar o procedimento mais fácil?

Portanto, a cada teste os responsáveis devem ficar atentos à duração do processo (e o tempo de indisponibilidade decorrente disso), calcular os prejuízos e, então, analisar o quanto a restauração se enquadra aos limites de tolerância da instituição financeira.

Crie um Plano de Recuperação de Desastres

Também conhecido como Disaster Recovery, trata-se de uma prática que possibilita a continuidade das operações da organização mediante desastres naturais ou incidentes. A estratégia é muito comum em ambientes de centro de dados (data centers), nos quais a disponibilidade é crucial.

Para que funcione em meio a situações reais, é necessário fazer um bom Plano de Recuperação de Desastres (Disaster Recovery Plan – DRP). Consiste em uma série de ações calculadas para nortear a equipe de TI após o desastre.

O plano em si é composto de vários níveis correspondentes ao tipo de evento ocasionado. Além disso, a prática abrange estratégias de prevenção — as demais dicas deste artigo são exemplos de medidas preventivas. O mais importante é que elas sejam profundamente estudadas e, sempre que possível, testadas.

Invista na proteção dos servidores

Assim como as dicas acima ajudam a manter os dados íntegros e disponíveis, a proteção da rede interna e dos servidores é o melhor meio para preveni-los contra violações, exposições a ameaças, sequestros e muito mais.

Mas o que queremos dizer com proteger os servidores, exatamente? A ação compõe critérios que abordam a Segurança da Informação pensando no macro, trabalhando em cima de toda a estrutura abstrata da rede.

Por exemplo, se a instituição financeira detém uma nuvem privada, é necessário que um administrador de sistemas experiente a gerencie. Junto a ele, é importante ter à disposição equipes de manutenção e segurança. Esse investimento no departamento de TI garante:

  • regras de firewall aplicadas corretamente;
  • experts em segurança identificando potenciais ameaças;
  • testes realizados na rede (penetração, vulnerabilidade, violação de senhas etc.);
  • equipamentos de hardware configurados adequadamente;
  • análises e monitoramento de tráfego bem executados.

De fato, mesmo sendo atrativo e compensador, o investimento em pessoal costuma ser um empecilho. Nesse contexto, as empresas que oferecem o serviço no modelo outsourcing (terceirização) são boas alternativas para economizar recursos financeiros.

Observação: antes de tudo, é crucial a assessoria de um consultor especialista. Ele é o profissional capacitado para avaliar a estrutura de TI e, com isso, levantar os requisitos de segurança e infraestrutura.

Eduque os funcionários para lidarem com as informações

Os riscos aos quais os dados são expostos não se resumem a ameaças externas. Pelo contrário: os perigos internos, constituídos pelos próprios colaboradores da organização, representam grande parte das brechas usadas por invasores para obter acesso privilegiado à rede de computadores.

Alguns exemplos comuns são as práticas de engenharia social, como o phishing, e a disseminação de malware em sites maliciosos, anexos de e-mail, entre outras fontes acessadas pelos funcionários por não terem ciência dos riscos a que estão expostos.

Logo, mais do que proteger a rede com o uso de ferramentas e profissionais capacitados, é fundamental educar os empregados em relação a políticas de segurança e melhores práticas para uso dos computadores. Isso pode ser feito por meio de treinamentos e eventos de conscientização.

Como vimos, há diversas maneiras de promover a segurança de dados em instituições financeiras. Um meio eficiente para facilitar a implementação das melhorias necessárias é adquirir soluções tecnológicas voltadas a esse setor.

Se você está em busca de ferramentas de software que seguem à risca as regulamentações de segurança vigentes no país, aproveite para conhecer a linha de soluções da Softfocus, desenvolvidas por especialistas que entendem do assunto. Fale agora mesmo com um de nossos consultores!

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