Crédito rural: entenda o cenário em 2019

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Afinal, qual é o cenário para o crédito rural em 2019? Fundamental para incentivar a produção do campo, o aporte por meio de instituições financeiras está sujeito a fatores macroeconômicos e ao volume da colheita. As perspectivas para o próximo ano são boas, o que torna imprescindível ao produtor o planejamento para aproveitá-lo da melhor forma possível.

Neste post, você vai entender como funciona o empréstimo para produtores rurais, de que maneira a modalidade pode ser influenciada por alterações na economia e qual é a melhor forma de se beneficiar diante das perspectivas para os próximos anos. Boa leitura!

Entenda como funciona o crédito rural

O crédito rural compreende as linhas de empréstimos e de financiamentos desenvolvidas especialmente para os produtores do campo. Esses recursos financeiros são ofertados com condições especiais de pagamento — são menores que os juros praticados em outros produtos do mercado financeiro, por exemplo.

Isso permite que o crédito rural possa ser usado para custear despesas de produção, comercialização de produtos agropecuários, entre outros processos que envolvem essa atividade, como armazenamento, industrialização e modernização de ferramentas e equipamentos.

Ou seja, o crédito agrícola pode ser aproveitado por pessoas físicas ou jurídicas, associações e cooperativas que desenvolvam atividades rurais. Seja por meio de bancos, seja por meio de cooperativas de crédito, essa modalidade de empréstimo utiliza recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou de Fundos Constitucionais de Financiamento.

O crédito rural e as mudanças na economia

A política de concessão de crédito rural está sujeita aos eventos do complexo macroeconômico do Brasil. Por isso, é importante acompanhar as tendências para os anos de 2019 e 2020. Confira.

Safra em alta

As projeções do mercado estão muito positivas para a safra do próximo biênio. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a previsão é de que a colheita chegue ao mesmo nível da produção de 2017/2018, com baixa possibilidade de redução.

Os cálculos indicam que a presente safra (o período encerra em junho de 2019) será a segunda maior da história do Brasil: acima de 229 milhões de toneladas. Os fatores climáticos devem contribuir para essa tendência, uma vez que apresentam índices normais e sem tendência de longas estiagens.

Novo Governo Federal

Em 2019, o comando da presidência da República será ocupado por um novo governo. De acordo com o coordenador da Carteira de Crédito da Central Cresol Baser, Marcos Olair Kempf, “a expectativa é de que haverá a equalização econômica para o crédito subsidiado, como houve no início dos anos 2000”.

Essa é uma condição importante para a agricultura familiar, setor em que a Cresol, maior sistema de cooperativas de crédito rural solidário do Brasil, atua diretamente. “No entanto, ainda há certa insegurança a respeito da atuação do novo governo e de que maneira será conduzido o empréstimo agrícola”, alerta.

Queda na taxa de juros (Selic)

A taxa de juros praticada pelo Banco Central (Selic) chegou a 6,5% em 2018, o que provocou mudanças na concessão de crédito rural no Brasil.

A partir desse índice, uma parcela dos produtores rurais começou a trocar os empréstimos subsidiados pelo governo, cuja taxa era de 8,5% ao ano, em média, pelos financiamentos de bancos ou de instituições financeiras.

Com a tendência de estabilização e até de queda da Selic, a expectativa é de juros cada vez mais competitivos.

Saiba como a concorrência entre os bancos altera o cenário do crédito rural

A entrada de bancos com força no segmento de crédito rural gera a dúvida sobre como o mercado se comportará frente a essa concorrência. Marcos Kempf, da Cresol Baser, entende que há espaço para que sistemas cooperativos e bancos atuem simultaneamente.

Ele ressalta, no entanto, que é preciso investir na agilidade para a liberação de recursos no processo de contratação do empréstimo. Nesse sentido, a automação do fluxo de procedimentos é o caminho que deve ser trilhado pelas instituições.

“Essa é a forma para que o agricultor receba o valor o mais rápido possível”, destaca.

Kempf entende também que o relacionamento estabelecido entre cooperado e cooperativas tende a ser mais próximo do que aquele mantido com instituições financeiras tradicionais, o que pode se tornar uma vantagem competitiva quando bem trabalhado.

Veja como o produtor rural pode se beneficiar com as perspectivas para o próximo biênio

Investimento

A contagem da safra do biênio 2019/2020 inicia em 1° de julho de 2019. Os produtores que ainda não adquiriram investimentos e estão interessados em aplicar ou adquirir crédito devem aproveitar os últimos meses para procurar uma instituição financeira.

A informação divulgada no início do Plano Safra remete a taxas fixas, o que, na avaliação de Marcos Kempf, dá segurança ao produtor. “A Taxa de Longo Prazo (TLP) é algo incerto, indexada pelo IPCA. Assim, até junho de 2019, o índice se mantém no mesmo patamar para investimentos”, destaca.

Dessa forma, ele recomenda que os agricultores aproveitem esse cenário, uma vez que ainda não se sabe qual será a política para o setor do novo governo.

Tecnologia

Estamos vivendo uma fase de transição no modo como o agricultor canaliza os seus investimentos no campo. A tendência é de que se abandone os métodos tradicionais, a favor do emprego da tecnologia para a produção agrícola.

Esse processo favorece o setor produtivo, pois provoca o aumento da produção e a redução de despesas com mão de obra e custo operacional. “A tecnologia serve para qualquer atividade, mas, olhando para cadeia produtiva do meio rural, ela tem que ser vista com bons olhos, pois traz benefícios para o produtor”, aponta Marcos Kempf.

Como você pôde observar ao longo deste artigo, as perspectivas para a safra dos próximos dois anos continuam em alta. Dessa forma, o crédito rural surge como alternativa para o produtor do campo que precisa viabilizar a sua capacidade de produção.

Seja para aquisição de novas tecnologias, seja para custear as atividades que envolvem a colheita, a queda da taxa Selic intensificou a disputa pelo mercado com a entrada de linhas de crédito competitivas oferecidas por bancos privados. Faltando poucos meses para a entrada do próximo biênio, é recomendado ao produtor que avalie a sua capacidade de investimento para garantir a próxima safra.

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