Microcrédito: tudo o que você precisa saber

 em BNDES

O microcrédito é uma modalidade de empréstimo muito popular entre os brasileiros. Mesmo com a recessão econômica e uma série de limitações impostas às pessoas e às instituições financeiras, essa modalidade de crédito ainda é uma opção muito buscada.

Operar com o microcrédito significa um aumento considerável no número de clientes de um banco, de uma financeira, ou de uma cooperativa de crédito, e você deve estar atento a essa modalidade.

Neste artigo, vamos apresentar como funciona o microcrédito, suas taxas de juros, a participação do BNDES, a regulamentação e as garantias. Ou seja, tudo o que você precisa para oferecer esse tipo de crédito na sua empresa. Acompanhe!

O microcrédito

O microcrédito é uma linha de empréstimo bancário destinada a pessoas físicas ou jurídicas, desde que elas não tenham obtido um faturamento superior a R$ 360 mil nos últimos 12 meses.

Ele foi criado para atender aquela pessoa que tem um pequeno negócio, mesmo que ainda esteja na informalidade, mas precisa de um pequeno “empurrãozinho” financeiro para alavancar as suas vendas e conseguir crescer.

O microcrédito é uma modalidade que oferece baixas taxas de juros e bons prazos para pagamento, no entanto, há limitações vinculadas aos valores, uma vez que ele não pode exceder a um limite estabelecido pela legislação.

A partir de agora, você conhecerá tudo o que precisa saber para começar a fornecer o microcrédito em sua empresa. Continue lendo!

As taxas que envolvem o microcrédito

Basicamente, encontraremos duas taxas no microcrédito — a de abertura do cadastro do cliente, que não pode ser maior que 3% sobre o total que ele deseja contratar e a taxa de juros, o principal atrativo dessa modalidade de crédito.

Podemos afirmar categoricamente: a grande responsável pelo sucesso e pelo crescimento do microcrédito no Brasil é a taxa de juros, que, nesse caso, é consideravelmente menor que em outras modalidades.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é quem gerencia o microcrédito — mais adiante, vamos falar mais sobre ele —, sendo assim, foi estabelecido que a taxa de juros, acrescida de todos os encargos, não pode ultrapassar o limite máximo de 4% ao mês.

A participação do BNDES

Como mencionamos, o BNDES tem um papel importante na concessão de microcrédito aos brasileiros, até porque os recursos que serão destinados aos solicitantes poderão ser quase 100% advindos dessa instituição.

Desse modo, a sua empresa figurará como um agente operador, realizando todos os trâmites necessários para conceder o empréstimo e encaminhando essas informações ao BNDES, que concederá o crédito ao solicitante.

Os prazos do microcrédito

Os prazos do microcrédito podem variar bastante, uma vez que esse elemento deve ser negociado com o agente operador. Sendo assim, é possível que algumas instituições, dependendo do tamanho, do tempo de mercado e, até mesmo, do tipo de serviço oferecido, tenham prazos maiores que outras.

No entanto, é importante saber que não existe uma regra fixa para a deliberação de prazos para o pagamento de microcrédito. Tudo poderá ser amplamente discutido e avaliado pelas partes envolvidas.

Uma vez fixado o prazo entre o BNDES e o agente operador, ele não poderá oferecer um microcrédito com um período para pagamento maior do que o que foi estabelecido.

As garantias e a regulamentação

Em se tratando de garantias, elas também podem ser negociadas diretamente entre BNDES e o agente operador. No entanto, para essa modalidade de crédito, não são exigidas garantias reais, uma vez que a grande parte das transações ocorre por meio do aval solidário.

O microcrédito foi criado pela Lei 11.110 de 25 de abril de 2005 com algumas regulamentações atualizadas advindas da Lei 9.161 de setembro de 2017. Essas legislações instituíram os responsáveis pelos recursos e as modalidades de operação do microcrédito.

Elas fixaram o limite de R$ 15 mil por solicitação, no entanto, é esperado que a média de concessão seja de R$ 1,5 mil para cada pessoa física ou jurídica. Os responsáveis pela operação do microcrédito, além da Caixa Econômica Federal e BNDES, poderão ser:

  • bancos múltiplos com carteira comercial;
  • agências de fomento;
  • cooperativas centrais de crédito;
  • cooperativas singulares de crédito;
  • bancos de desenvolvimento;
  • sociedades de crédito ao empreendedor e à empresa de pequeno porte;
  • organizações da sociedade civil de interesse público.

Segundo dados do portal de notícias G1, serão destinados cerca de R$ 3 bilhões anuais para atender ao programa de microcrédito. Esse valor será distribuído entre as centenas de operadoras espalhadas por todo o país.

Além dos órgãos mencionados até o momento, também existirá a figura do Ministério do Trabalho e Emprego, que será o responsável por firmar acordos, parcerias e convênios para auxiliar na distribuição e no acesso ao microcrédito para os brasileiros.

O microcrédito e suas vantagens e desvantagens

O microcrédito é uma modalidade que atrai muitas pessoas e os grandes motivos para que isso ocorra são:

  • baixa taxa de juros e cadastro;
  • muito tempo para pagar.

Porém, os dois motivos que tornam esse produto mais atrativo para o público em geral são os mesmos que fazem algumas instituições financeiras, bancos ou cooperativas de crédito não gostarem tanto dessa modalidade.

Isso ocorre porque o lucro desse tipo de operação acaba sendo mais baixo que outros tipos de crédito, como o empréstimo pessoal. Além disso, também se deve considerar a grande taxa de inadimplência que o microcrédito apresenta.

No entanto, se o trabalho de análise e adequação do perfil do contratante for feito de forma correta, o microcrédito pode ser uma alternativa interessante para uma empresa. Isso porque você pode oferecer taxas mais atrativas, ajustar bons prazos de pagamento e acumular um bom número de clientes.

Além disso, a sua empresa também cumprirá com um papel social muito importante, fomentando o crescimento de várias pequenas empresas espalhadas por todo o território brasileiro.

Porém, é preciso ter um imenso cuidado para não transformar uma tentativa de aumentar o lucro do negócio e um benefício social em um verdadeiro pesadelo. O processo de cadastro e consulta do solicitante e seus avalistas deve ser extremamente minucioso.

Uma única suspeita sobre a sua capacidade de pagamento deve ser motivo suficiente para ter um crédito reprovado, ou, pelo menos, reduzidos o valor solicitado e o prazo. Para isso, existem as ferramentas de consulta, como o score de crédito do Serasa, entre outras opções.

Essas foram as nossas recomendações sobre o microcrédito. Agora é com você! Analise todos os pontos apresentados neste artigo com muita cautela. Assim, você verificará se oferecer essa modalidade de crédito é vantajoso ou não para a sua empresa.

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