O que é o sensoriamento remoto nas instituições financeiras?

 em Agronegócio

Quando falamos de economia mundial, o Brasil é lembrado rapidamente como um grande celeiro. O país é líder na produção de diversos produtos, como o açúcar. Em 2016, 49,3% das exportações mundiais dessa matéria-prima eram brasileiras.

Para incentivar a agropecuária e garantir que o produtor possa investir, o Banco Central regula a concessão de crédito rural por instituições financeiras. Em julho de 2018, uma novidade trouxe mais modernidade à fiscalização da aplicação desses recursos. Agora, é permitido utilizar o sensoriamento remoto. Mas o que isso significa?

Na prática, os bancos e instituições que concedem crédito rural conseguirão acompanhar os investimentos dos agricultores com a utilização de drones, imagens de satélite e fotografias aéreas, o que pode reduzir bastante o custo da fiscalização.

Neste artigo, você entenderá melhor sobre o sensoriamento remoto, descobrirá como o Banco Central (BC) regula o uso desse recurso e como ele pode ser utilizado pelas instituições financeiras.

O que é o sensoriamento remoto?

O sensoriamento remoto é um conjunto de ações utilizadas para a detecção de dados de um determinado terreno da superfície terrestre, sem a necessidade de um contato direto. Assim, é possível acompanhar o aumento de desmatamento, mudanças em fluxos de rios, determinar o perímetro exato de uma plantação, identificar o crescimento urbano, etc.

A coleta dessas informações em um terreno pode ser feita com aviões, satélites e até drones, que oferecem diversas funções. Geralmente, o levantamento dos dados é feito com fotografias — e algoritmos que analisam as imagens — e com sensores de ondas eletromagnéticas.

No caso da agropecuária, essa tecnologia pode ajudar em pontos como:

  • estimativa da área plantada;
  • levantamento do número de plantas;
  • saúde das plantações com base na coloração das folhas;
  • detecção de gargalos no processo produtivo.

Como o Banco Central regula o uso dessa tecnologia por instituições financeiras?

Em alguns casos, o agente financeiro é obrigado a acompanhar a aplicação do crédito concedido ao produtor rural. Na Resolução N.º 4.641, de 22 de fevereiro de 2018, o Banco Central atualizou as regras para essa fiscalização.

Além do sensoriamento remoto, a norma permite os modelos de fiscalização tradicionais: presenciais e documentais.

Na atualização de 2018, o Banco Central determinou que essa fiscalização deve ser feita em todas as propriedades que receberam mais de R$ 800 mil em crédito rural e em 5% daquelas que receberam menos do que esse valor no mês anterior.

Se houver algum indício de uso indevido do crédito, a instituição financeira deve fazer a fiscalização imediatamente.

A fiscalização não pode ser feita por pessoa física ou jurídica que já tenha sido contratada pelo produtor rural para prestação de assistência técnica e nem por empresas em que ele participe, direta ou indiretamente.

Como os bancos podem utilizar esse recurso para fiscalizar e liberar crédito?

Com a permissão do sensoriamento remoto, a expectativa é de que os procedimentos de fiscalização custem menos às instituições financeiras. De acordo com o chefe do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural do BC, Cláudio Filgueiras, a economia pode ser de 75%.

Como existem diversos pontos para fiscalizar, o sensoriamento remoto pode ajudar bastante. No momento da liberação do crédito, é possível checar se as informações oferecidas pelo produtor rural batem com as captadas no terreno, por exemplo.

Já durante a fiscalização, o sensoriamento pode acompanhar progressão de obras, aumento da área de cultivo e quantidade de maquinário.

Agora você já sabe como funciona o sensoriamento remoto na agricultura, não é? Ele pode ser um grande aliado das instituições financeiras para reduzir custos de fiscalização. Afinal, a tecnologia é sempre muito bem-vinda!

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