Você sabe como funciona a criptografia no setor financeiro?

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Atualmente, a segurança dos dados é uma das maiores preocupações das empresas. Com a expansão da tecnologia, a transferências de recursos pode ser feita pela internet em apenas alguns cliques. O problema é que isso pode abrir portas para a ação de hackers, risco esse que é combatido com a criptografia no setor financeiro.

Essa técnica é essencial para proteger as informações porque muda a sua formatação, tornando impossível a leitura por quem não tem a chave de acesso. Empresas consolidadas, como WhatsApp, utilizam essa solução em suas mensagens e os bancos acompanham atentamente o seu desenvolvimento.

Separamos informações relevantes sobre a relação entre criptografia e mercado financeiro. Confira!

O que é criptografia?

A explicação da criptografia está na sua palavra, que se origina do grego. O termo “cripto” significa escondido e “grafia” é escrita, ou seja, “escrita escondida”. Essa técnica é uma forma de proteção de dados para permitir que somente as pessoas com a chave de acesso possam decodificar o arquivo.

Essa tecnologia pode ser utilizada para um dado específico ou um conjunto de dados. No processo, somente o emissor e o receptor podem ler a mensagem original. Os terceiros que tentarem acessá-la não conseguirão roubar os dados porque não há como fazer a tradução daquela informação.

O uso da criptografia foi retratada em filmes de espionagem, mas se transformou em algo corriqueiro na rotina das pessoas. Quando você acessa um site, por exemplo, ele apresenta um certificado que indica a segurança das suas informações. O mesmo vale para as transações em que você coloca o seu cartão de crédito.

Vale destacar que a criptografia não é uma invenção nova: nas Idades Antigas, muito antes de o WhatsApp poder existir, as mensagens precisavam ser enviadas para outros lugares por mensageiros. Para evitar que elas fossem interceptadas por inimigos, foram criadas formas de codificá-las e mantê-las em segurança.

Qual a aplicação da criptografia no setor financeiro?

O setor financeiro é um dos mais interessados na evolução da criptografia. As informações pessoais estão no centro da sua estratégia de negócios — o fluxo de transações gera um alto risco para empresas que não têm soluções específicas. O vazamento de dados cria insegurança e gera perda de clientes.

Os gastos com segurança digital representam uma importante parcela do orçamento das instituições. Um dos motivos foi a rigidez na legislação, como o Regulamento Geral de Proteção de Dados, em vigor na União Europeia desde 2018 e que tem como objetivo o combate à espionagem.

A explosão do Bitcoin foi um exemplo de solução inovadora que transformou o mercado. Essa moeda digital, maior exemplo conhecido de criptomoeda, utiliza o blockchain para fazer transações financeiras internacionais. Essa tecnologia funciona com blocos encadeados que carregam uma impressão digital e se unem até o destino.

Os principais benefícios da criptografia no setor financeiro são a proteção dos dados armazenados em nuvem e daqueles que estão em trânsito. Dessa forma, os hackers não conseguem sequestrar o dinheiro transferido entre as contas e nem roubar as informações pessoais dos clientes, que servem para oferecer crédito e ofertas especiais (utilizando técnicas de Big Data).

Como a criptografia age na segurança da informação?

Com o constante crescimento da tecnologia, é impossível dizer que a criptografia é 100% segura. Porém, ela é a forma mais conhecida de proteção de dados e deve ser implementada por todas as empresas, cooperativas e instituições financeiras, com atualização periódica para dificultar a ação dos “inimigos”.

Existem dois tipos principais de criptografia: a simétrica e a assimétrica. No primeiro caso, a encriptação das informações é mais simples, com a existência de apenas uma chave que abre a mensagem trocada entre o emissor e o receptor. A sua aplicação é mais rápida, mas menos segura pela facilidade de acesso.

O Advanced Encryption Standard (AES) é o tipo mais conhecido de chave simétrica, estabelecido nos Estados Unidos em 2001 e com três comprimentos de chave: 128, 192 e 256 bits. O seu funcionamento ocorre em blocos e é um padrão utilizado pelo governo federal americano.

Por outro lado, a criptografia assimétrica tem dois funcionamentos: um para codificar a mensagem e outro para decodificá-la. Nesse caso, não há problema se o usuário perder a chave, visto que ela não serve para realizar a outra parte do processo. Elas são geradas por algoritmos e, quanto maior, mais segura ela é.

O DSS é um exemplo de criptografia assimétrica que gera assinaturas digitais e pode ser usado para validar informações. A troca de chaves Diffie-Hellman também vale ser citada, pois permite o compartilhamento de uma chave secreta por duas partes que não se conhecem e que, posteriormente, é usada para encriptar mensagens simétricas.

Nos sites, o SSL é o protocolo de criptografia mais utilizado. Ele é representado por aquele cadeado verde no lado do endereço, que significa que a navegação é segura. Seu objetivo é proteger os dados sensíveis compartilhados naquele ambiente e manter o site bem ranqueado no Google, por exemplo.

Como funciona o controle de senhas armazenadas?

As senhas devem ser pessoais e intransferíveis. Porém, é comum que as pessoas e até mesmo as instituições utilizem as mesmas chaves em vários ambientes diferentes, o que favorece a ação de intrusos. Por outro lado, quando você opera um site que tem usuários cadastrados, é necessário proteger esses passes.

Na proteção das senhas, uma função muito utilizada é o hash, que é o “embaralhamento” que muda a senha para um valor diferente e dificulta a ação de hackers, mesmo que eles tenham acesso a esse valor. Ao conseguir esse hash, ele pode tentar acessar o sistema, mas esse pede a senha original (isto é, não aceita o hash).

Como complemento, o sal (salt, em inglês) tem a finalidade de impedir que duas senhas iguais gerem dois hashs iguais. Essa função é importante justamente pela repetição de senhas em várias contas ou sites. Sem o sal, um ataque poderia roubar dados de senhas iguais, mesmo que de pessoas diferentes.

Em geral, todos os algoritmos mais avançados usam o sal, que também acaba com o paralelismo (quando um hacker pega um grande número de senhas e tenta fazer relações entre elas para descobrir os dados). O sal de cada usuário não deve ser exposto publicamente e deve ser trocado sempre que a senha for atualizada.

A criptografia no setor financeiro é uma necessidade para empresas que atuam com dados sensíveis e precisam garantir a segurança dessas informações. Vazamentos e roubos geram prejuízos importantes para os bancos e cooperativas, então não perca tempo e invista nessas soluções tecnológicas para aumentar a proteção do seu negócio.

A Softfocus é uma empresa com 12 anos de experiência, que atua em parceria com cooperativas e bancos comerciais para entregar soluções voltadas ao mercado financeiro. Entre em contato e veja como nós podemos ajudá-lo!

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